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Redação Sou Tricolor de Coração

Opinião tricolor  · 

Flu sem Lucho e sem desculpa: chegou a hora de mostrar que tem mais do que um nome

O Fluminense precisa vencer o Rivadavia nesta quarta, no Maracanã, e a ausência de Lucho Acosta vai testar se o elenco tem profundidade real ou se depende demais de um homem só. Zubeldía tem opções, mas precisa de respostas — e rápido.

Vamos ser diretos: o Fluminense estreou na Libertadores com um empate sem gols contra o La Guaira, fora de casa. Dá pra relevar. Agora vem o Rivadavia, no Maracanã. Aqui não tem mais relativização possível. Ou o Flu vence, ou começa a se complicar bem cedo no Grupo C. O problema central da semana é a ausência de Lucho Acosta. O meia argentino é o pulmão criativo do time, o cara que conecta setores, que distribui e que aparece em momento de pressão. Perder ele por lesão ligamentar é um baque real — não tem romantismo nessa análise. E é exatamente aí que Zubeldía vai ser testado como treinador. O argentino tem experimentado Ganso com Savarino, ou Savarino com Serna, tentando montar uma engrenagem que funcione sem Acosta. São opções razoáveis, mas nenhuma delas é óbvia. Ganso, quando está bem, ainda tem qualidade para ser o fio condutor. Mas quando está apagado, o Flu anda em círculos. Já Savarino centralizado é uma aposta interessante — o venezuelano tem técnica e inteligência para ocupar espaços — mas não é um camisa 10 clássico, e Zubeldía precisa ter clareza sobre o que quer dele nessa posição. Savarino centralizado pode funcionar. Pode. Mas o Flu não pode depender de uma aposta tática nova justamente em jogo decisivo para reagir na Libertadores. Esse é o nó da situação. No ataque, a briga entre John Kennedy e Rodrigo Castillo ainda não tem resposta definitiva. Castillo tem mais pegada e é mais difícil de marcar pela força física, enquanto JK oferece mobilidade e variedade de movimentos. Zubeldía vai guardar a decisão até o último momento — estratégia válida, desde que a escolha faça sentido dentro do plano de jogo, e não seja só instinto. Nas laterais, a possível entrada de Guga e Arana no lugar de Samuel Xavier e Renê é uma rotação que faz sentido. Preservar jogadores em sequência de jogos é gestão inteligente de elenco. Sem drama aqui. Agora, o Rivadavia. Tem gente subestimando e não pode. O clube de Mendoza chegou à Libertadores por mérito: título da segunda divisão argentina, Copa Argentina em 2025 e um modelo de gestão que dá inveja a muita gente no continente. O técnico Alfredo Berti manda o time pressionar alto e sair em transição rápida. Exatamente o tipo de jogo que pode pegar o Flu dormindo se o meio-campo não estiver ligado desde o primeiro minuto. Sebastián Villa e Alex Arce são peças perigosas. Villa, especialmente, é o tipo de jogador que decide no contra-ataque e que pode castigar qualquer lateral desatento. Guga e Arana vão precisar estar concentradíssimos. O Maracanã tem que ajudar. Mas a torcida não joga. Quem precisa jogar é o Fluminense — com intensidade, com organização e com a consciência de que empate, aqui, já tem cheiro de tropeço. Zubeldía tem as peças. A pergunta é se vai montar o quebra-cabeça certo na hora certa.
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