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André Carvalho: duas décadas de decisões sob as traves do Fluminense

Redação Sou Tricolor de Coração
André Carvalho: duas décadas de decisões sob as traves do Fluminense

André Carvalho, preparador de goleiros do Fluminense, compartilha suas experiências e decisões marcantes em quase 20 anos de clube. Com histórias que envolvem ícones como Diego Cavalieri e Fábio, André fala sobre sua trajetória e as resenhas nos bastidores sobre seu passado como jogador.

Tomar decisões sob pressão é um cotidiano que André Carvalho conhece bem. Preparador de goleiros do Fluminense desde 2013, ele desempenhou um papel crucial em momentos decisivos que marcaram a história do clube e de seus jogadores, como Diego Cavalieri e Fábio.

Um episódio emblemático ocorreu em 2013, quando Diego Cavalieri sofreu um acidente doméstico. André lembra: "Cavalieri teve um acidente e precisou de sete pontos na mão. Ele estava determinado a jogar, perturbou o médico, mas não conseguia fazer a pegada. Fizemos um procedimento no vestiário e ele defendeu brilhantemente contra Atlético-MG e Bahia. Foi uma decisão crucial, já que o goleiro reserva não tinha experiência."

Anos depois, em 2022, outra decisão importante envolveu a entrada de Fábio na final do Campeonato Carioca contra o Flamengo. André conta: "Na decisão contra o Flamengo, não podíamos perder outra final. Mas com Fábio no banco, a responsabilidade era grande. Prometi ao goleiro da época que ele jogaria o Carioca, mas quando Fábio chegou, tivemos que atuar como psicólogos. Fábio jogaria a Libertadores e o Brasileiro, mas o Carioca era do outro goleiro. A escolha deu certo, e Fábio continua sendo um pilar no time."

Apesar do currículo impressionante, André é alvo de brincadeiras no clube devido a um vídeo antigo de sua época como jogador, onde ele mesmo admite ter tido um desempenho "nota 6". Ele compartilha: "Eu tinha personalidade, mas meu mental era fraco. Aprendi a avaliar goleiros após falhas, algo que trouxe da minha experiência como jogador."

André começou sua trajetória no futebol nos juniores da Portuguesa em 1992, estreando contra o Flamengo no Maracanã. "Era um orgulho estrear assim, mas aposentei após um América-RJ x Fluminense em 2001, quando estourou uma hérnia de disco."

Após se aposentar, André iniciou do zero fora dos gramados, treinando em clubes pequenos até ser indicado por Cavalieri e Marquinhos Lopes para o Fluminense em 2013. "Tenho 14 anos de clube no profissional. No futebol, vivemos de resultados e felizmente, eles sempre acontecem."

Hoje, junto com Josmiro de Goes, André mantém Fábio em forma aos 45 anos, um feito notável. A fórmula do sucesso é conhecida entre os jogadores: "Não sigam os passos do André... na brincadeira, claro!"

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Redação Sou Tricolor de Coração

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